Ano a ano: o crescimento do Litro entre 2017 e 2020

[parte 3]


Redação do Litro


2017

Em agosto de 2017, o Litro de Luz fechou parceria com a Eletropaulo (atual ENEL) em São Paulo. Tivemos pela primeira vez a contratação de um Grupo de Trabalho (GT) remunerado do Litro, que trabalhou por 2 meses nessa parceria. O GT contribuiu para o aprimoramento da “Metodologia Nosso Jeito”, que promove desenvolvimento social para o fortalecimento do nosso contato com a comunidade e formação dos “Embaixadores” - moradores que representam o Litro localmente.


Além de serem nossos porta-vozes, os Embaixadores são capacitados para manutenção da tecnologia e incentivados a se tornarem referência de liderança para suas comunidades e para outras, sendo convidados pelo Litro de Luz para participar de ações no Brasil todo.



No mesmo ano, a tecnologia do poste solar também evoluiu, tornando-se mais robusta, com LEDs de maior alcance de iluminação e novos circuitos, montados na sede por controladores comerciais.



Foto 1: Novo poste solar desenvolvido pelo Litro de Luz, mais robusto e mais eficiente

Foto 2: Novos postes instalados em Boulevard da Paz, no ano de 2017


Esta metodologia, que hoje está mais apurada e que conta com fases como o pós-ação e a mensuração de impacto, ganhou o prêmio de “Tecnologia Social do Banco do Brasil” em 2017. Esse prêmio viabilizou uma segunda ação em Kalunga no ano seguinte.


2018

Passado o ano de 2017, período focado na estruturação e organização das células, chegou 2018, quando o foco passou a ser crescimento e aumento do impacto das soluções nas comunidades.


Nesse ano aconteceu a primeira ação no Estado da Bahia. Além disso, no meio do ano, realizamos a maior ação em número de soluções, com mais de 600 lampiões entregues em Carauari, no Amazonas, uma parceria com a ASPROC (Associação dos Produtores Rurais de Carauari).




Produção dos mais de 600 lampiões para a ação da ASPROC


Em outubro do mesmo ano, aconteceu a segunda ação em Kalunga, comunidades próximas à Chapada dos Veadeiros em Goiás. Conhecida como Ação Kalunga 2, o projeto atingiu outras regiões quilombolas. Ainda em 2018, foi feita a primeira ação no interior, em um conjunto habitacional localizado em Sorocaba/SP.


2019

Dois mil e dezenove começou com uma nova tecnologia chamada “Solução Interna”, voltada para a iluminação dentro da casa dos moradores. Essa solução conta com uma placa instalada no telhado da casa, além dos LEDs que são espalhados pelos cômodos e as baterias, que são armazenadas em um local protegido dentro de uma caixa hermética junto ao controlador de carga.


A primeira ação que contou com essa solução aconteceu em Conde, na Paraíba. O projeto contou com a Salesforce como parceira através do projeto LightForce e recebeu funcionários que vieram da França para atuar na instalação feita na comunidade. Ao todo foram instaladas 283 soluções, incluindo soluções internas, postes e lampiões, com a ajuda de 50 voluntários (30 do Litro de Luz e 20 da Salesforce da França).


No mesmo ano, o Litro de Luz fechou uma parceria com o programa do Luciano Huck e essa oportunidade possibilitou que nossas soluções chegassem ao Mato Grosso do Sul. A Ação, realizada na região da Sidrolândia, levou energia elétrica para várias famílias e deu visibilidade ao trabalho do Litro, isso porque o programa foi transmitido para o Brasil inteiro.


Foto 1: Ação em Sidrolândia

Foto 2: Solução interna instalada na oca de uma aldeia no Conde


2020

O ano de 2020 começou com muitos planos como expandir nosso impacto, melhorar a atuação nas comunidades, catalogar soluções, entre outras. No entanto, com a pandemia do Covid-19, precisamos nos isolar e paralisar as atividades presenciais, repensando toda a nossa atuação.


Com menos foco nas soluções, resolvemos ajudar as comunidades com produtos de higiene e alimentos, uma vez que a pandemia afetou as comunidades tanto na questão econômica, com o aumento do desemprego, quanto com os surtos de Covid pela falta de acesso a materiais de higienização.


Outro foco desse momento da organização foi a melhoria dos processos (internos e externos) e da comunicação com os nossos públicos alvos (comunidades, voluntários e parceiros). A ideia era evoluir desde o monitoramento e melhoria das soluções, até o contato com as comunidades, que deveria ser adaptado a essa nova realidade. Foi um ano muito desafiador, no qual tivemos de ter muita resiliência e criatividade para nos mantermos de pé e ajudarmos quem mais precisa.